domingo, 10 de outubro de 2021

POST SCRIPTUM

 

Este foi o último Post que o Sr. Ivo Barroso estava escrevendo, e ele contava que na casa de sua Avó havia o famoso Filtro-Fiel bem destacado, que ficava numa extremidade da sala, e tinha uma enorme pedra porosa que se enchia d’água e ia pingando num receptáculo de barro (o  filtro) onde havia uma canequinha de prata para servir a todos.

O FILTRO DA CASA OU CLEPSIDRA

No silêncio da sala, gota a gota, 
transborda o filtro… A intermitente nota
fura-me o cérebro, um olhar me vidra,
me ataca  os nervos a estranha clepsidra.

E, monotonamente, espero o grito
De cada gota. O olhar insone, aflito,
Num ponto vago e multicelular
Espera a próxima gota pingar.

Sinto um silêncio de piscina enorme,
Onde a figura de um fauno que dorme.

Deixa cair um pingo… espaço… um pingo.
Enquanto o filtro transborda na sala,
A nota de um sino aolonge badala
Na cristalina manhã de domingo.   

Ivo Barroso – 1948

P. S. Certamente diante do “Filtro Fiel” da casa de minha Avó.

O poeta, escritor e tradutor Ivo Barroso morreu aos 91 anos, na última terça-feira (5). Ele estava internado na Casa de Saúde São José, no Humaitá, na Zona Sul do Rio. 

Um dos maiores tradutores brasileiros, Ivo Barroso foi responsável por traduzir autores como Shakespeare, Edgar Allan Poe e Jane Austen.

Ivo do Nascimento Barrosos nasceu na cidade de Ervália, Minas Gerais, em dezembro de 1929. Aos 16 anos, ele se mudou para o Rio de Janeiro, morou 25 anos entre Portugal, Holanda, Inglaterra, Suécia e França onde retornou para o Rio onde viveu grande parte de sua vida. 

Filho de um farmacêutico do município de Ervália, seu talento com as letras foi descoberto quando ainda era muito jovem. Escreveu a “Rapsódia Hervalense”, com poemas que retrataram o momento histórico da cidade. “A Biquinha” obra de 1953 foi perpetuada em uma placa na Capela da Biquinha.

Formado em Direito e em Línguas e Literaturas Neolatinas, Ivo trabalhou em algumas editoras e jornais importantes do Brasil, como o Jornal do Brasil e o Estado de S. Paulo, entre outras. Foi assistente do Editor das enciclopédias Delta-Larousse, Mirador e Século XX. Editor-adjunto do Suplemento Literário do Jornal do Brasil, da revista Senhor e de Poesia Sempre (da Biblioteca Nacional). Publicou mais de 30 traduções de grandes autores. Seus livros de versos, Nau dos Náufragos (1982) e Visitações de Alcipe (1991), foram ambos editados em Portugal, onde foi editor da revista Seleções do Reader´s Digest. No Brasil publicou A Caça Virtual e outros poemas (2001, finalista do prêmio Jabuti de poesia daquele ano), editado pela Record. Organizou os livros Poesia e Prosa, de Charles Baudelaire (Nova Aguilar, 1995) e À Margem das Traduções, de Agenor Soares de Moura (Arx Editora, 2003). Escreveu O Corvo e suas traduções (Nova Aguilar, 2000 – agora em 4ª edição, 2019, pelo SESI-SP) e Poesia Ensinada aos Jovens (Tessitura-BH, 2010). Foto de Sandra Mara Franca (2014).

O poeta foi responsável pela publicação de mais de 30 traduções de grandes autores, entre eles Shakespeare, Edgar Allan Poe e Jane Austen. Entre sua premiada e reconhecida obra como tradutor  destacam-se a obra completa de Arthur Rimbaud, os sonetos de Shakespeare, autores como Charles Baudelaire, T.S.Eliot, Herman Hesse, Itálo Calvino, Itálo Svevo, Umberto Eco, André Malraux entre tantos.

Seu último trabalho foi o livro “O Pequeno Príncipe”, a fábula magistral de Antoine de Saint-Exupéry, com um sutil sabor brasileiro. (leia post aqui)

Em seus últimos Posts, ele escrevia muito sobre as memórias de sua infância em Ervália, e dos Irmãos Ney e Léa. Abaixo parte do poema A Morte das Horas, de Ivo Barroso de 1947.

A MORTE DAS HORAS

Quando passar o Tempo que me resta
No relógio-das-horas-do-Destino,
Meu pobre coração, qual velho sino
Que à tarde azul melancolia empresta,

Há de cantar, num dobre vespertino,
Toda a tristeza que não manifesta!
… Ah! um sol de outono a minha vida cresta!…
Adeus, último raio purpurino!…

leia completo:

O TEMPO

SAUDADES DO NEY E DO HERVAL

POETAS DE ERVÁLIA

NOTÍCIAS DO TURVÃO

UM ANO DE SAUDADES (LÉA)

ÉRAMOS QUATRO (Léa, Ivo, Ney e Lia)

Entre outros! Visite o Blog e leia todas as histórias

Descanse em paz, grande Amigo Ivo Barroso!

(1929 – 2021)

NOTA DE FALECIMENTO

 « 

Nota de Falecimento

O poeta, escritor e tradutor Ivo Barroso morreu aos 91 anos, na última terça-feira (5). Ele estava internado na Casa de Saúde São José, no Humaitá, na Zona Sul do Rio. 

Um dos maiores tradutores brasileiros, Ivo Barroso foi responsável por traduzir autores como Shakespeare, Edgar Allan Poe e Jane Austen.

Ivo do Nascimento Barrosos nasceu na cidade de Ervália, Minas Gerais, em dezembro de 1929. Aos 16 anos, ele se mudou para o Rio de Janeiro, morou 25 anos entre Portugal, Holanda, Inglaterra, Suécia e França onde retornou para o Rio onde viveu grande parte de sua vida. 

Filho de um farmacêutico do município de Ervália, seu talento com as letras foi descoberto quando ainda era muito jovem. Escreveu a “Rapsódia Hervalense”, com poemas que retrataram o momento histórico da cidade. “A Biquinha” obra de 1953 foi perpetuada em uma placa na Capela da Biquinha.

Formado em Direito e em Línguas e Literaturas Neolatinas, Ivo trabalhou em algumas editoras e jornais importantes do Brasil, como o Jornal do Brasil e o Estado de S. Paulo, entre outras. Foi assistente do Editor das enciclopédias Delta-Larousse, Mirador e Século XX. Editor-adjunto do Suplemento Literário do Jornal do Brasil, da revista Senhor e de Poesia Sempre (da Biblioteca Nacional). Publicou mais de 30 traduções de grandes autores. Seus livros de versos, Nau dos Náufragos (1982) e Visitações de Alcipe (1991), foram ambos editados em Portugal, onde foi editor da revista Seleções do Reader´s Digest. No Brasil publicou A Caça Virtual e outros poemas (2001, finalista do prêmio Jabuti de poesia daquele ano), editado pela Record. Organizou os livros Poesia e Prosa, de Charles Baudelaire (Nova Aguilar, 1995) e À Margem das Traduções, de Agenor Soares de Moura (Arx Editora, 2003). Escreveu O Corvo e suas traduções (Nova Aguilar, 2000 – agora em 4ª edição, 2019, pelo SESI-SP) e Poesia Ensinada aos Jovens (Tessitura-BH, 2010). Foto de Sandra Mara Franca (2014).

O poeta foi responsável pela publicação de mais de 30 traduções de grandes autores, entre eles Shakespeare, Edgar Allan Poe e Jane Austen. Entre sua premiada e reconhecida obra como tradutor  destacam-se a obra completa de Arthur Rimbaud, os sonetos de Shakespeare, autores como Charles Baudelaire, T.S.Eliot, Herman Hesse, Itálo Calvino, Itálo Svevo, Umberto Eco, André Malraux entre tantos.

Seu último trabalho foi o livro “O Pequeno Príncipe”, a fábula magistral de Antoine de Saint-Exupéry, com um sutil sabor brasileiro. (leia post aqui)

Em seus últimos Posts, ele escrevia muito sobre as memórias de sua infância em Ervália, e dos Irmãos Ney e Léa. Abaixo parte do poema A Morte das Horas, de Ivo Barroso de 1947.

A MORTE DAS HORAS

Quando passar o Tempo que me resta
No relógio-das-horas-do-Destino,
Meu pobre coração, qual velho sino
Que à tarde azul melancolia empresta,

Há de cantar, num dobre vespertino,
Toda a tristeza que não manifesta!
… Ah! um sol de outono a minha vida cresta!…
Adeus, último raio purpurino!…

UMA ESCADA QUE DESÁGUA NO SILÊNCIO


 

” Milton Rezende é um poeta do desvelamento. Sua principal característica é enfrentar a objetividade ruidosa e dispersa das coisas, da rotina, do comum e arrancar um sentido novo. Em Uma Escada que Deságua no Silêncio, o objeto limado pelo autor é o território bruto e confuso da memória.
Dessa forma, o autor evoca o aprofundamento aos temas básicos da condição humana: a solidão, o amor e a morte. Embora recorrentes, é verdade, no caso de Uma Escada que Deságua no Silêncio não pecam pela banalização ou gratuidade sentimentalista; dialogam com emanações da memória de forma dialética e, por vezes, produzem impasses. Nessa batalha o autor atinge o limite possível da expressão poética encarnando densidade, conteúdo e tratamento estético conciso.”

FICHA TÉCNICA:

EDITORA MULTIFOCO

Simmer & Amorim Edição e Comunicação Ltda.

EDITOR:

Marcos Vinicius Almeida

CAPA

Guilherme Peres

FOTO DO AUTOR

R & A Foto e Vídeo

TEXTO DA 4ª CAPA

Carlos Águia

REVISÃO

Milton Rezende

DIAGRAMAÇÃO

Fernanda Hubacher

Milton Rezende nasceu em Ervália (MG), em 23/09/1962. Viveu em Juiz de Fora (MG), onde foi estudante de Letras na UFJF. Funcionário público aposentado, atualmente reside em Campinas (SP). Escreve em prosa e poesia e sua obra consiste de doze livros publicados. Colaborações em diversos blogs, revistas, jornais e sites de literatura, tais como: Germina, Alagunas, Subversa, Jornal de Poesia, O Bule, Poesia para Todos, Palpitar, Gotas de poesia e outras essências, Portal Literal, Recanto das Letras, Gaveta do Ivo, Contos Cabulosos e Cronópios.

 

Fortuna crítica: “Tempo de Poesia: Intertextualidade, heteronímia e inventário poético em Milton Rezende

                                          de Maria José Rezende Campos (Penalux, 2015).

 

www.miltoncarlosrezende.com.br

 

sábado, 9 de outubro de 2021

A SENTINELA EM FUGA E OUTRAS AUSÊNCIAS


 

“Agora o autor se mostra por extremos: uma parte deste livro é de poemas, digamos, antigos e a outra são os poemas mais recentes, escritos até o ano de 2006. Há casos em que ocorre um intervalo de vinte anos. Mas existe uma unidade no livro e essa unidade é o autor. Leia e comprove e faça essa viagem com ele, retornando à origem das coisas e vindo até próximo dos dias atuais. Mas não recue e nem avance muito. Se coloque no meio, no intervalo exato dessa poesia que tanto surpreende. E a vida será sempre um pouco diferente: para mais ou para menos, como se fosse uma estatística de sonhos e pesadelos intermitentes”. 


EDITORA MULTIFOCO

 

EDIÇÃO:

Marcos Vinícius Almeida

REVISÃO:

Milton Rezende

FOTO DO AUTOR:

R & A Foto e Vídeo

CAPA E DIAGRAMAÇÃO:

Guilherme Peres

APRESENTAÇÃO:

Dierval

 

CONTATO:

milton.rezende@yahoo.com.br  

 

Milton Rezende, poeta e escritor, nasceu em Ervália (MG), em 23 de setembro de 1962. Viveu parte da sua vida em Juiz de Fora (MG), onde foi estudante de Letras na UFJF, depois morou e trabalhou em Varginha (MG). Funcionário público aposentado, atualmente reside em Campinas (SP). Escreve em prosa e poesia e sua obra consiste de doze livros publicados.

Fortuna crítica: “Tempo de Poesia: Intertextualidade, heteronímia e inventário poético em Milton Rezende”, de Maria José Rezende Campos (Penalux, 2015).

www.miltoncarlosrezende.com.br

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

INVENTÁRIO DE SOMBRAS


 

     “Em Inventário de Sombras, o poeta Milton Rezende percorre um itinerário de perplexidade, sempre acompanhado de seus temas básicos como a solidão e a morte. Entretanto parece haver agora uma maior diversidade temática própria a um levantamento poético e existencial. São poemas que se situam no limite do equilíbrio, naquela região de fronteira onde se cruzam (e ao cruzarem se misturam nos poemas) a realidade, o enigma, a melancolia, o acaso e o fragmentário. Ao mesmo tempo em que se procura manter um nível de qualidade e lucidez em todas essas composições. A sombra do autor e as suas imagens simbólicas se projetam sobre todo o volume como uma camada densa, reflexiva e amargurada. Uma fotografia cujo negativo entremostra os contornos de um homem totalmente envolvido pelo espectro do seu inventário poético.“

 

FICHA TÉCNICA:

EDITORA MULTIFOCO

Simmer & Amorim Edição e Comunicação Ltda.

 

REVISÃO

Milton Rezende

CAPA E DIAGRAMAÇÃO

Guilherme Peres

 

Inventário de Sombras

REZENDE, Milton

1ª Edição

Janeriro de 2012

 

Milton Rezende nasceu em Ervália (MG), em 23/09/1962. Viveu em Juiz de Fora (MG), onde foi estudante de Letras na UFJF. Funcionário público aposentado, atualmente reside em Campinas (SP). Escreve em prosa e poesia e sua obra consiste de doze livros publicados. Colaborações em diversos blogs, revistas, jornais e sites de literatura, tais como: Germina, Alagunas, Subversa, Jornal de Poesia, O Bule, Poesia para Todos, Palpitar, Gotas de poesia e Outras essências, Portal Literal, Recanto das Letras, Gaveta do Ivo, Contos Cabulosos e Cronópios.

 

Fortuna crítica: “Tempo de Poesia: Intertextualidade, heteronímia e inventário poético em Milton Rezende”, de Maria José Rezende Campos (Penalux, 2015).

 

www.miltoncarlosrezende.com.br

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

AREIA (À FRAGMENTAÇÃO DA PEDRA)



  “Em Areia (À Fragmentação da Pedra), o poeta Milton Carlos Rezende prossegue em seu estilo de uma forma contundente e reflexiva.

São poemas que buscam resgatar, ao menos em parte, os estilhaços do ser e re/compor a unidade (aparente) da pedra.

Mas o poeta sabe que a perfeita junção dos elementos nunca será possível, e apenas tenta torná-la plausível em meio seu ao deserto de areia”.

“Sou isto:

Um porão vazio

abarrotado de quinquilharias”

*********

Capa comum: 80 páginas

Ano: 1989

Idioma: Português

Ficha técnica:

João Scortecci Editora

Julho de 1989

Capa:

Rosânia A. de Paula Lopes

Arte-final da capa

Maria Célia de Almeida

Equipe de Produção:

João Scortecci

Maria Célia de Almeida

Paola Boba Mariz de Oliveira

Paulo César de Oliveira

Revisão:

Milton Carlos Rezende

Preço e onde comprar:

R$ 20,00 + 10,00 frete dos correios = R$ 30,00

Direto com o autor pelo e-mail: milton.rezende@yahoo.com.br

Formas de pagamento:

Depósito ou transferência bancária (Banco do Brasil ou Caixa Federal) ou PIX

 

Sobre o autor:

Milton Rezende nasceu em Ervália (MG), em 23/09/1962. Viveu em Juiz de Fora (MG), onde foi estudante de Letras na UFJF. Funcionário público aposentado, atualmente reside em Campinas (SP). Escreve em prosa e poesia e sua obra consiste de doze livros publicados. Colaborações em diversos blogs, revistas, jornais e sites de literatura, tais como: Germina, Alagunas, Subversa, Jornal de Poesia, O Bule, Poesia para Todos, Palpitar, Gotas de poesia e outras essências, Portal Literal, Recanto das Letras, Gaveta do Ivo, Contos Cabulosos e Cronópios.

 Fortuna crítica: “Tempo de Poesia: Intertextualidade, heteronímia e inventário poético em Milton Rezende”, de Maria José Rezende Campos (Penalux, 2015).

 

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terça-feira, 5 de outubro de 2021

O ACASO DAS MANHÃS

 


“Milton Carlos Rezende estreia de forma brilhante com O Acaso das Manhãs.

 São poemas reflexivos de alto nível, nos quais o poeta investiga (com ironia) o cotidiano e os problemas do homem.

Nessas reflexões (em que se incluem os poemas sobre o poema), o poeta jamais perde a consciência da precariedade da existência humana”.

 

“Eu não sou somente

poeta

seus estetas

sou também

funcionário público”

 

                                                                *********

                                                   Capa comum: 80 páginas

                                                   Ano: 1986

                                                   Idioma: Português

Ficha técnica:

Editoria:  Antônio Jayro da Fonseca Motta Fagundes

                  Valentina Ljubtscchenko

Produção:  Maria do Carmo Zabotto

                     Rosane Frigo

Revisão: Roberto Saito

Capa e arte-final: Luiz Gomes dos Santos

                   

Preço e onde comprar:

R$ 20,00 + 10,00 frete dos correios = R$ 30,00

Direto com o autor ou pelo e-mail: milton.rezende@yahoo.com.br

 

Formas de pagamento:

Depósito ou transferência bancária (Banco do Brasil ou Caixa Federal),

ou PIX

 

Sobre o autor:

Milton Rezende nasceu em Ervália (MG), em 23/09/1962. Viveu em Juiz de Fora (MG), onde foi estudante de Letras na UFJF. Funcionário público aposentado, atualmente reside em Campinas (SP). Escreve em prosa e poesia e sua obra consiste de doze livros publicados. Colaborações em diversos blogs, revistas, jornais e sites de literatura, tais como: Germina, Alagunas, Subversa, Jornal de Poesia, O Bule, Poesia para Todos, Palpitar, Gotas de poesia e Outras essências, Portal Literal, Recanto das Letras, Gaveta do Ivo, Contos Cabulosos e Cronópios.

Fortuna crítica: “Tempo de Poesia: Intertextualidade, heteronímia e inventário poético em Milton Rezende”, de Maria José Rezende Campos (Penalux, 2015).

 

www.miltoncarlosrezende.com.br