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sexta-feira, 14 de março de 2025

MEUS LIVROS 6


 

     “Em Inventário de Sombras, o poeta Milton Rezende percorre um itinerário de perplexidade, sempre acompanhado de seus temas básicos como a solidão e a morte. Entretanto parece haver agora uma maior diversidade temática própria a um levantamento poético e existencial. São poemas que se situam no limite do equilíbrio, naquela região de fronteira onde se cruzam (e ao cruzarem se misturam nos poemas) a realidade, o enigma, a melancolia, o acaso e o fragmentário. Ao mesmo tempo em que se procura manter um nível de qualidade e lucidez em todas essas composições. A sombra do autor e as suas imagens simbólicas se projetam sobre todo o volume como uma camada densa, reflexiva e amargurada. Uma fotografia cujo negativo entremostra os contornos de um homem totalmente envolvido pelo espectro do seu inventário poético.”

Por Ferreira Jr.

 

Capa comum (brochura): 76 páginas

Ano: 2012

ISBN: 978-85-7961-724-9

Idioma: Português

 

EDITORA MULTIFOCO/TERCEIRA MARGEM

Simmer & Amorim Edição e Comunicação Ltda.

Janeiro de 2012

FICHA TÉCNICA:

REVISÃO:

Milton Rezende

CAPA E DIAGRAMAÇÃO

Guilherme Peres

CONTATO:

milton.rezende@yahoo.com.br

 

Preço e onde comprar:

R$ 55,00 (incluindo o frete). Direto com o autor pelo e-mail:

milton.rezende@yahoo.com.br 

 

Formas de pagamento:

Depósito ou transferência bancária (Banco do Brasil e Caixa Federal) ou PIX

 

Sobre o autor:

Milton Rezende, poeta e escritor, nasceu em Ervália (MG), em 23 de Setembro de 1962. Viveu parte da sua vida em Juiz de Fora (MG), onde foi estudante de Letras na UFJF. Funcionário público aposentado por Varginha (MG), morou em Campinas (SP), Ervália (MG) e retornou a Campinas (SP).

Escreve em prosa e poesia e sua obra consiste de quinze livros publicados: “O Acaso das Manhãs” (Edicon, 1986), “Areia (À Fragmentação da Pedra)” (Scortecci, 1989), “De São Sebastião dos Aflitos a Ervália – Uma Introdução” (Templo, 2006), “Uma Escada que Deságua no Silêncio” (Multifoco, 2009), “A Sentinela em Fuga e Outras Ausências” (Multifoco, 2011), “Inventário de Sombras” (Multifoco, 2012), “Textos e Ensaios” (Multifoco, 2012), “O Jardim Simultâneo” (Penalux, 2013), “A Magia e a Arte dos Cemitérios” (Penalux, 2014), “Um Andarilho Dentro de Casa” (Penalux, 2017), “Mais uma Xícara de Café – One More Cup of Coffee ” (Penalux, 2017), “A Casa Improvisada” (Penalux, 2019), “Anímica” (Penalux, 2022), “Antologia Poética – Literária I” (Grupo Editorial Atlântico, 2022 - editado no Brasil, Portugal, Angola e Cabo Verde ) e “Da Essencialidade da Água” (Sinete, 2024).

Possui três ebooks: “Textos e Ensaios” (Bibliomundi, 2018), Antologia Poética – Literária I (Grupo Editorial Atlântico, 2022) e “Coletânea Cemiterial (Kindle/Amazon, 2023). Tem dezenas de poemas traduzidos para o inglês e o espanhol.

Publica em diversos blogs, revistas, jornais e sites de literatura no Brasil e alguns no exterior, tais como: Germina, Alagunas, Subversa, Jornal de Poesia, O Bule, Poesia para Todos, Translittera, Palpitar, Gotas de Poesia e Outras Essências, Portal Literal, Recanto das Letras, Gaveta do Ivo, Contos Cabulosos, Cronópios, Jornal Rascunho, Mallarmargens, Amaité poesias & Cia., Revista Samizdat, Entrementes, Revista portuguesa Triplo V, Revista Gueto, Revista Traços, Conto Brasileiro, LiteraLivre, Plástico Bolha, Ecos da Palavra, Cronopio ideas libres y diversas, Revista Jezebel, Mar de Lá e Portal fazia.poesia.

Foi um dos editores/colunistas da Revista O Bule (2020 a 2023) e colabora regularmente com a Revista Samizdat, Crônicas Cariocas e com a Revista portuguesa TriploV.

Fortuna crítica: “Tempo de Poesia: Intertextualidade, heteronímia e inventário poético em Milton Rezende”, de Maria José Rezende Campos (Penalux, 2015).

 

www.miltoncarlosrezende.com.br 


www.estantedopoetaedoescritor.blogpot.com.br

quarta-feira, 27 de novembro de 2024

O TRABALHO DOS DIAS


Não posso dizer da vida

e de sua quantia, pois

não tenho como me reportar

a uma experiência anterior.

 

A vida, em função disto,

talvez seja mais símbolo

e espaço do interdito do

que o vivido propriamente.

 

Refugia-se em mim, no escuro

do verbo existir, a ausência

de sentido num cotidiano

excessivamente meu e nulo.

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

NAS ÁGUAS DO RIO


 

Aquele teu short de estrelas

não saiu de minha constelação mental,

em que eu te vislumbrava nítida e nua

e na noite o teu perfume se misturava

aos perfumes da noite, tornando-a impregnada

de um conteúdo que era ao mesmo tempo

ferino e feminino e ardente.

Lembrança de água barrenta na boca

e o teu corpo exposto que estava

ao papel transparente do sol sobre o tecido.

 


quinta-feira, 19 de agosto de 2021

1902 - DRUMMOND - 1987


Aqui jaz a poesia

em sua forma mais

plena e vigorosa.

Não há, no mundo,

notícias de que ela

tenha sido

melhor cultivada

do que nas terras

ferrosas dos canteiros

de Itabira.