Eu achava que gostava de nadar, mas nunca
aprendi e sempre afogava. Desisti. Passei a interessar-me por pescaria e ainda
hoje, de vez em quando, gosto de pescar. Mas não sou bom pescador e não tenho
nenhuma história pra contar, nem que seja de mentira. Resolvi então andar a
cavalo e levei alguns tombos. Mudei de fase. Comecei a soltar pipas e papagaios
e estou nessa até hoje, escrevendo e publicando livros presos a uma linha de
barbante. Houve um tempo em que eu me imaginava compositor e não um poeta. Misturei
tudo e acabei não sendo uma coisa nem outra, embora continue escrevendo. Ganhei
um violão e com ele pensava conquistar o mundo, como tinham feito os Beatles,
mas não passei dos primeiros acordes. Sempre fui e continuo sendo um idealista,
embora tenha perdido todas as certezas ao longo do caminho. Reconheço que somos
movidos a paixões, mas Sartre já advertia “que não é tarefa fácil amar alguém.
É preciso ter uma energia, uma curiosidade, uma cegueira... há até um momento,
bem no início, em que é preciso saltar por cima de um precipício: se
refletimos, não o fazemos”. E ele conclui dizendo que nunca mais saltaria.
Compete a nós a decisão e a escolha sobre todos esses pulos no escuro da vida.
Em qualquer caso, resta-nos sempre a literatura.
Por Milton Rezende
Capa
comum (brochura): 126 páginas
Ano: 2019
ISBN: 978-85-5833-570-6
Idioma: português
EDITORA PENALUX
Setembro de 2019
FICHA TÉCNICA:
EDIÇÃO:
França & Gory
AGENTE LITERÁRIO:
De Andrade
REVISÃO:
Francisco de Assis Campos
Maria José Rezende Campos
ILUSTRAÇÃO DE CAPA E CONTRACAPA:
Pinturas rupestres nas rochas de Lagoa Santa
-MG
CAPA E DIAGRAMAÇÃO:
Ricardo A.O. Paixão
Preço
e onde comprar:
R$ 60,00 (incluindo o frete). Direto com o
autor pelo e-mail:
milton.rezende@yahoo.com.br
Formas
de pagamento:
depósito ou transferência bancária (Banco do
Brasil e Caixa Federal) ou PIX
Sobre o autor:
Milton Rezende, poeta e escritor,
nasceu em Ervália (MG), em 23 de Setembro de 1962. Viveu parte da sua vida em
Juiz de Fora (MG), onde foi estudante de Letras na UFJF. Funcionário público
aposentado por Varginha (MG), morou em Campinas (SP), Ervália (MG) e retornou a
Campinas (SP).
Escreve em prosa e poesia e sua obra consiste de quinze livros
publicados: “O Acaso das Manhãs” (Edicon, 1986), “Areia (À Fragmentação da
Pedra)” (Scortecci, 1989), “De São Sebastião dos Aflitos a Ervália – Uma
Introdução” (Templo, 2006), “Uma Escada que Deságua no Silêncio” (Multifoco,
2009), “A Sentinela em Fuga e Outras Ausências” (Multifoco, 2011), “Inventário
de Sombras” (Multifoco, 2012), “Textos e Ensaios” (Multifoco, 2012), “O Jardim
Simultâneo” (Penalux, 2013), “A Magia e a Arte dos Cemitérios” (Penalux, 2014),
“Um Andarilho Dentro de Casa” (Penalux, 2017), “Mais uma Xícara de Café – One
More Cup of Coffee ” (Penalux, 2017), “A Casa Improvisada” (Penalux, 2019),
“Anímica” (Penalux, 2022), “Antologia Poética – Literária I” (Grupo Editorial
Atlântico, 2022 - editado no Brasil, Portugal, Angola e Cabo Verde ) e “Da
Essencialidade da Água” (Sinete, 2024).
Possui três ebooks: “Textos e Ensaios” (Bibliomundi, 2018),
Antologia Poética – Literária I (Grupo Editorial Atlântico, 2022) e “Coletânea
Cemiterial (Kindle/Amazon, 2023). Tem dezenas de poemas traduzidos para o
inglês e o espanhol.
Publica em diversos blogs, revistas, jornais e sites de
literatura no Brasil e alguns no exterior, tais como: Germina, Alagunas,
Subversa, Jornal de Poesia, O Bule, Poesia para Todos, Translittera, Palpitar,
Gotas de Poesia e Outras Essências, Portal Literal, Recanto das Letras, Gaveta
do Ivo, Contos Cabulosos, Cronópios, Jornal Rascunho, Mallarmargens, Amaité
poesias & Cia., Revista Samizdat, Entrementes, Revista portuguesa Triplo V, Revista Gueto, Revista Traços, Conto
Brasileiro, LiteraLivre, Plástico Bolha, Ecos da Palavra, Cronopio ideas libres
y diversas, Revista Jezebel, Mar de Lá e Portal fazia.poesia.
Foi um dos editores/colunistas da Revista O Bule (2020 a 2023)
e colabora regularmente com a Revista Samizdat, Crônicas Cariocas e com a
revista portuguesa TriploV.
Fortuna crítica: “Tempo de Poesia: Intertextualidade, heteronímia
e inventário poético em Milton Rezende”, de Maria José Rezende Campos (Penalux,
2015).
www.miltoncarlosrezende.com.br
www.estantedopoetaedoescritor.blogspot.com.br
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