“O autor deste livro
realizou, a meu ver, uma curiosa e estranha síntese da inteligência e do
obscurantismo. Foi a impressão que me ficou e veio de chofre. Admirei a
inteligência e, ao mesmo tempo, o obscurantismo na elaboração do tema que às
vezes resvala para o pitoresco, o macabro e as significações ocultas. É um
assunto interessante sem dúvida, mas cheio de dificuldades e armadilhas para o
pesquisador mais afoito. No entanto, o autor – não sendo um professor, teórico
ou acadêmico – consegue a proeza de contornar os obstáculos com a maestria de
um poeta.
Por que escrever sobre a morte, os cemitérios e
as suas paisagens desoladas de cruzes e sepulturas? Simplesmente porque alguém
tem que fazê-lo. E há, naturalmente, toda a magia e um grande mistério
envolvendo o assunto. Não dá mesmo para fugir dele, contornar, fingir que não
existe. Acontece todos os dias e com todas as pessoas: a realidade e a presença
da morte estão sempre aí, desafiando os nossos medos e a nossa compreensão da
vida.
E há também a arte tumular, secular maneira de
prestar homenagem aos entes queridos que se foram. De onde vem isso? O livro
tenta responder a questão e, para tanto, procura diversas abordagens possíveis
num elenco de inesgotáveis possibilidades: cultural, artística, histórica,
psicológica, sociológica, antropológica, religiosa, filosófica e existencial.
Há de tudo aqui, numa mistura multidisciplinar de permanente diálogo entre as
vertentes do pensamento.”
Por Ferreira Jr.
Capa
comum (brochura): 219 páginas
Ano: 2014
ISBN: 978-85-8406-004-7
Idioma: Português
EDITORA PENALUX
Setembro de 2014
FICHA TÉCNICA:
EDIÇÃO:
França & Gorj
REVISÃO:
Milton Rezende
CAPA E DIAGRAMAÇÃO:
Ricardo A.O. Paixão
Preço e onde comprar:
R$ 75,00 (incluindo o frete). Direto com o autor pelo e-mail:
milton.rezende@yahoo.com.br
Formas de pagamento:
Depósito ou transferência bancária (Banco do
Brasil e Caixa Federal) ou PIX
Sobre o autor:
Milton Rezende, poeta e escritor, nasceu em Ervália (MG), em 23 de Setembro de 1962. Viveu parte da
sua vida em Juiz de Fora (MG), onde foi estudante de Letras na UFJF.
Funcionário público aposentado por Varginha (MG), morou em Campinas (SP),
Ervália (MG) e retornou a Campinas (SP).
Escreve
em prosa e poesia e sua obra consiste de quinze livros publicados: “O Acaso das
Manhãs” (Edicon, 1986), “Areia (À Fragmentação da Pedra)” (Scortecci, 1989),
“De São Sebastião dos Aflitos a Ervália – Uma Introdução” (Templo, 2006), “Uma
Escada que Deságua no Silêncio” (Multifoco, 2009), “A Sentinela em Fuga e
Outras Ausências” (Multifoco, 2011), “Inventário de Sombras” (Multifoco, 2012),
“Textos e Ensaios” (Multifoco, 2012), “O Jardim Simultâneo” (Penalux, 2013), “A
Magia e a Arte dos Cemitérios” (Penalux, 2014), “Um Andarilho Dentro de Casa”
(Penalux, 2017), “Mais uma Xícara de Café – One More Cup of Coffee ” (Penalux,
2017), “A Casa Improvisada” (Penalux, 2019), “Anímica” (Penalux, 2022),
“Antologia Poética – Literária I” (Grupo Editorial Atlântico, 2022 - editado no
Brasil, Portugal, Angola e Cabo Verde ) e “Da Essencialidade da Água” (Sinete,
2024).
Possui
três ebooks: “Textos e Ensaios” (Bibliomundi, 2018), Antologia Poética –
Literária I (Grupo Editorial Atlântico, 2022) e “Coletânea Cemiterial
(Kindle/Amazon, 2023). Tem dezenas de poemas traduzidos para o inglês e o
espanhol.
Publica
em diversos blogs, revistas, jornais e sites de literatura no Brasil e alguns
no exterior, tais como: Germina, Alagunas, Subversa, Jornal de Poesia, O Bule,
Poesia para Todos, Translittera, Palpitar, Gotas de Poesia e Outras Essências,
Portal Literal, Recanto das Letras, Gaveta do Ivo, Contos Cabulosos, Cronópios,
Jornal Rascunho, Mallarmargens, Amaité poesias & Cia., Revista Samizdat,
Entrementes, Revista portuguesa Triplo V,
Revista Gueto, Revista Traços, Conto Brasileiro, LiteraLivre, Plástico Bolha,
Ecos da Palavra, Cronopio ideas libres y diversas, Revista Jezebel, Mar de Lá e
Portal fazia.poesia.
Foi
um dos editores/colunistas da Revista O Bule (2020 a 2023) e colabora regularmente
com a Revista Samizdat, Crônicas Cariocas e com a Revista portuguesa TriploV.
Fortuna
crítica: “Tempo de Poesia: Intertextualidade, heteronímia e inventário poético
em Milton Rezende”, de Maria José Rezende Campos (Penalux, 2015).
www.miltoncarlosrezende.com.br
www.estantedopoetaedoescritor.blogspot.com.br
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